Exploreagosto de 2026

Foge das multidões: 5 cidades europeias subestimadas para descobrir em 2026

A Europa é extraordinária, mas neste momento alguns dos seus destinos mais famosos estão completamente sobrelotados. Em Barcelona, os residentes protestam contra o turismo de massas, Veneza cobra taxa de entrada e em Lisboa os preços das rendas dispararam.

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A boa notícia é que a Europa é enorme. E algumas das suas melhores cidades continuam ali, autênticas e discretas, à espera de quem realmente sabe viajar e não se limita a seguir as típicas armadilhas para turistas.

Escolhemos 5 cidades: já não são segredos absolutos, mas ainda não foram invadidas pelo turismo de massas. Têm comida incrível, cultura autêntica, uma cena local vibrante e hotéis onde apetece mesmo ficar. É para aqui que deves ir em 2026 ou 2027 se queres viver a Europa no seu melhor.

1. Porto, Portugal: Autêntico, fascinante e com uma identidade única

Enquanto Lisboa se transformou numa das capitais mais concorridas da Europa, o Porto soube manter as suas arestas e o seu carisma da melhor forma possível. Imagina fachadas com azulejos cheios de história, caves de vinho cravadas nas encostas e um rio tão bonito que quase parece uma pintura.

O Porto é uma das cidades mais antigas da Europa, com um centro medieval — o bairro da Ribeira — classificado como Património Mundial da UNESCO. E no entanto, não parece um museu estático: está intensamente vivo. A roupa estendida baloiça entre varandas por cima dos cafés, as camisolas de futebol secam ao sol ao lado de igrejas barrocas e os locais discutem com a mesma paixão o último jogo da bola ou o melhor sítio para pastéis de nata.

A gastronomia joga noutro campeonato. Pede uma francesinha (uma sanduíche generosa, suculenta e com um molho irresistível que deixa qualquer Philly cheesesteak a um canto), acompanha-a com um copo de Vinho Verde bem fresco e pede uma recomendação a quem te estiver a atender. Não vais sair desiludido.

O Porto ganha também pontos no que mais interessa para quem viaja com atenção ao orçamento: é acessível. O custo de vida em Portugal continua a ser significativamente mais moderado do que na maior parte da Europa Ocidental, o que faz com que o teu orçamento renda muito mais aqui do que em quase qualquer outro destino do continente.

Onde ficar: The Social Hub Porto fica em plena Baixa, a uma curta caminhada do centro histórico. Tem piscina e bar no rooftop, design arrojado e uma mistura fluida de viajantes, estudantes e criativos sob o mesmo teto.

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2. San Sebastián, Espanha: A cidade mais deliciosa que ainda não conheces

Há cidades onde se come bem. E depois há San Sebastián.

Esta pérola costeira do País Basco tem mais estrelas Michelin por quilómetro quadrado do que praticamente qualquer outro lugar do planeta. Mas não precisas de reservar um menu de degustação de alta gastronomia para perceber o fascínio. Basta entrares em qualquer bar da Parte Vieja (o centro histórico) e pedires pintxos. Estes pequenos e magníficos petiscos bascos alinham-se ao longo do balcão como verdadeiras obras de arte comestíveis. Pega num prato, serve-te de um copo de txakoli (o vinho branco frisante local) e come em pé. É informal, perfeito e profundamente social.

San Sebastián tem também uma das praias urbanas mais espetaculares da Europa: La Concha, uma baía em forma de meia-lua tão perfeita que, na primeira vez que a vês, ficas na dúvida se não aterraste no cenário de um filme. A cidade é compacta o suficiente para se fazer tudo a pé e elegante o bastante para te fazer sentir num lugar especial.

Não faz parte do circuito turístico habitual — e é precisamente esse o seu trunfo.

O País Basco tem a sua própria língua (o euskera, um dos maiores enigmas linguísticos do mundo), a sua própria cultura e um sentimento de identidade caloroso e orgulhoso. Quem vem cá costuma apaixonar-se a sério. E muitos voltam sempre.

Onde ficar: The Social Hub San Sebastián está aninhado entre as colinas verdejantes da cidade, muito perto da praia. Com piscina no rooftop, espaços de coworking e uma comunidade de pessoas que querem mesmo descobrir a cidade.

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3. Bolonha, Itália: O segredo mais bem guardado de Itália revelou-se (mas só um pouco)

Uma afirmação que costuma gerar debate: Bolonha bate Florença.

Talvez não pelos monumentos de mármore, é verdade. Mas na comida, na atmosfera, na energia universitária, nos quilómetros de arcadas cobertas que te permitem passear pela cidade toda à chuva sem te molhares e no simples prazer de estar num sítio que não foi engolido pelas excursões de turistas? Bolonha ganha sem esforço.

Foi aqui que nasceu o verdadeiro ragù alla bolognese (que não tem nada a ver com o que habitualmente se vende como molho bolonhesa industrial). É a terra da mortadela, a cidade dos tortellini in brodo e um lugar onde o almoço ainda é encarado como um ritual sagrado e sem pressas. O bairro do Quadrilatero é uma festa de cores e aromas: folhas de massa fresca pendem como bandeiras nas montras e os habitantes debatem com paixão sobre charcutaria. Em resumo: irresistível.

Bolonha é uma cidade universitária desde 1088, acolhendo a universidade mais antiga do mundo ocidental. Essa história dá-lhe uma energia muito própria: jovem, curiosa, interventiva e cheia de vida após o anoitecer. A vida noturna é descontraída mas fantástica, e a cultura do aperitivo é das melhores de Itália.

Além disso, tem acessos excelentes. Fica mesmo no centro de Itália, com comboios de alta velocidade para Florença, Veneza, Milão e Roma. Usa-a como a tua base: conhece mais e viaja com menos stress.

Onde ficar: The Social Hub Bologna fica perto da estação Bologna Centrale e do Museu de Arte Moderna MAMbo, com piscina exterior, espaços comuns cheios de vida e acesso fácil a toda a cidade.

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4. Groningen, Países Baixos: Todo o charme de Amesterdão sem a confusão

Muitos viajantes que visitam os Países Baixos passam a estadia inteira em Amesterdão. É uma pena: Amesterdão no verão pode ser avassaladora, enquanto Groningen, a apenas duas horas de comboio para norte, é uma das cidades mais surpreendentes e acolhedoras da Europa.

Groningen é uma cidade universitária com cerca de 235.000 habitantes, onde um terço da população estuda. O terreno é plano (estamos nos Países Baixos), o que significa que toda a gente anda de bicicleta para todo o lado, com qualquer tempo e com uma destreza que parece quase uma coreografia. O centro é compacto, pedonal e repleto de lojas independentes, ótimos cafés e uma oferta gastronómica que tem vindo a surpreender pela qualidade.

O Groninger Museum vale mesmo a pena: um edifício de arquitetura arrojada e excêntrica que acolhe exposições de arte contemporânea de grande destaque. A praça principal, Grote Markt, dita o ritmo do dia a dia com mercados, esplanadas e aquela energia social descontraída que dá vontade de nos sentarmos cá fora com uma cerveja a ver a vida passar.

Em Groningen não há problemas de navios de cruzeiro, nem autocarros de turistas de passagem, nem filas intermináveis. É, simplesmente, uma cidade fantástica que vive ao seu próprio ritmo.

Onde ficar: The Social Hub Groningen tem uma localização central em Boterdiep, a escassos minutos a pé da praça principal do mercado. Eventos semanais, coworking e um verdadeiro espírito de comunidade.

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5. Glasgow, Escócia: A cidade que conquistou o seu próprio prestígio

Edimburgo fica com os turistas. Glasgow fica com quem sabe escolher.

A maior cidade da Escócia fez um percurso admirável desde o seu passado industrial até se tornar numa referência de criatividade, e o resultado é impressionante. O West End está cheio de livrarias independentes, restaurantes de topo e algumas das melhores salas de música ao vivo de todo o Reino Unido. De Sauchiehall Street a Merchant City, passando pelo mercado The Barras: cada bairro tem uma personalidade vincada e nenhum parece construído para turistas.

A cena artística de Glasgow é de craveira mundial. A Kelvingrove Art Gallery and Museum é enorme, gratuita e expõe de tudo, desde obras de Dalí a armaduras medievais e até um caça Spitfire autêntico suspenso do teto. A Burrell Collection, recentemente reaberta após uma grande renovação, é um dos museus mais conceituados do país e também tem entrada livre.

E depois há as pessoas: os habitantes de Glasgow são conhecidos pela sua simpatia, franqueza e sentido de humor apurado. É facílimo meter conversa com desconhecidos em qualquer lado. Mais do que em quase qualquer outro sítio na Europa, Glasgow é uma cidade que quer genuinamente que te divirtas.

Sim, também chove de vez em quando. Não vale a pena esconder: traz só mais um casaco na mala.

Onde ficar: The Social Hub Glasgow fica em Merchant City, no coração histórico em calçada da cidade. Com bar no rooftop, coworking, quartos de hotel para escapadinhas e alojamento para estudantes para estadias mais longas — tudo com a energia viva e contagiante de The Social Hub.

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A verdadeira Europa continua por descobrir

As cidades com mais publicações no Instagram nem sempre são aquelas que mais merecem a viagem. Em 2026, cada vez mais viajantes estão a perceber isso. A fila para a Fontana di Trevi dura uma hora. As reservas para o passe de um dia em Veneza abrem logo na primavera. E em Lisboa, os preços subiram ao ritmo da fama da cidade.

Mas o Porto, San Sebastián, Bolonha, Groningen e Glasgow? São sítios onde ainda podes simplesmente chegar. Encontrar uma mesa. Pedir algo de que nunca tinhas ouvido falar. Perderes-te nas ruas. Conhecer pessoas interessantes.

É por essa Europa que vale mesmo a pena viajar.

As melhores cidades da Europa em 2026 não estão em todas as listas padronizadas. São aquelas que descobres e de que depois não consegues parar de falar.

Se estás a planear uma viagem e procuras experiências autênticas que premeiem a curiosidade em vez de apenas riscar pontos turísticos, estas cinco cidades são o ponto de partida ideal. E The Social Hub está presente em cada uma delas: espaços pensados para quem quer muito mais do que apenas um sítio para dormir.

Tudo a postos para partir?

Encontra a tua base nos destinos mais entusiasmantes da Europa.

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